sábado, 15 de dezembro de 2007
São gênios.
Um está vivo, e completa agora 100 anos.
Oscar Niemeyer. Brasieiro.
" Ao longo dos seus 100 anos, Niemeyer
deixou sua marca no Brasil e no mundo:
o Parque Ibirapuera (São Paulo),
o Museu de Arte Contemporânea de Niterói
(Rio de Janeiro), o Museu Oscar Niemeyer
(Curitiba), a sede do Partido Comunista
Francês e o Centro Cultural Le Havre (
França), o prédio da editora Mondadori (Itália),
a Universidade de Constantine (Argélia)
e o MAM de Caracas (Venezuela).
Vencedor do prêmio Pritzker de Arquitetura
em 1988 e dono da nona posição em uma recente
lista que enumera os 100 gênios vivos da humanidade,
Niemeyer não pára de trabalhar.
Entre os atuais projetos está o Centro Cultural
Internacional Niemeyer de Avilés,
sua primeira obra na Espanha.
Em 2008, comandará a reforma do Palácio do Planalto.
- blogdonoblat -
Oscar Niemeyer. Brasieiro.
" Ao longo dos seus 100 anos, Niemeyer
deixou sua marca no Brasil e no mundo:
o Parque Ibirapuera (São Paulo),
o Museu de Arte Contemporânea de Niterói
(Rio de Janeiro), o Museu Oscar Niemeyer
(Curitiba), a sede do Partido Comunista
Francês e o Centro Cultural Le Havre (
França), o prédio da editora Mondadori (Itália),
a Universidade de Constantine (Argélia)
e o MAM de Caracas (Venezuela).
Vencedor do prêmio Pritzker de Arquitetura
em 1988 e dono da nona posição em uma recente
lista que enumera os 100 gênios vivos da humanidade,
Niemeyer não pára de trabalhar.
Entre os atuais projetos está o Centro Cultural
Internacional Niemeyer de Avilés,
sua primeira obra na Espanha.
Em 2008, comandará a reforma do Palácio do Planalto.
- blogdonoblat -
Obra prima com certeza.
"Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida" -
a Catedral de Brasília - (1958-70) é um dos traços
arquitetônicos mais famosos da capital brasileira,
projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Sua arquitetura reúne técnicas
e materiais modernistas misturados
com as linhas curvas e a liberdade da forma,
próprias do período barroco brasileiro.
O templo tem 40 metros de altura e capacidade
para quatro mil pessoas. Sua planta circular
situa-se abaixo do nível do terreno e o acesso
é feito por uma passagem subterrânea,
com piso e paredes laterais pintados de preto.
A entrada fica então sob penumbra e contrasta
com o interior do templo, que recebe luz natural
filtrada por vitrais de Marianne Peretti.
Dezesseis colunas surgem do plano da praça situada
ao seu redor e se unem para sustentar a cobertura,
formando hipérboles simetricamente opostas.
- Blogdonoblat -
Poesia.
AO ALEIJADINHO
Murilo Mendes
16/01/2004
Pálida a lua sob o pálio avança
Das estrelas de uma perdida infância.
Fatigados caminhos refazemos
Da outrora máquina da mineração.
É nossa própria forma, o frio molde
Que maduros tentamos atingir,
Volvendo à laje, à pedra de olhos facetados,
Sem crispação, matéria já domada,
O exemplo recebendo que ofereces
Pelo martírio teu enfim transposto,
Severo, machucado e rude Aleijadinho
Que te encerras na tenda com tua Bíblia,
Suplicando ao Senhor – infinito e esculpido –
Que sobre ti descanse os seus divinos pés.
- vivercidades -
Dizia...
GOETHE DIZIA QUE A ARQUITETURA...
Homero Aridjis
16/08/2002
Goethe dizia que a Arquitetura
é música congelada,
mas eu creio que é música petrificada;
e as cidades são sinfonias de tempo consumido,
concertos de esquecimento visível.
De lavrar sons e silêncio
sobre ferro, madeira e ar, não digo nada;
talvez falou dos lugares do verbo
em que vivemos, e com isso aludiu
a nós, fábricas de linguagem.
De ruas musicais não se ocupou tampouco,
ainda que por esses rios caminháveis
o homem vá à velhice, ao amor, à noite,
à mesa, à cama,
como uma sonata de carne e osso.
- Revista vivercidades.org.br -
Homero Aridjis
16/08/2002
Goethe dizia que a Arquitetura
é música congelada,
mas eu creio que é música petrificada;
e as cidades são sinfonias de tempo consumido,
concertos de esquecimento visível.
De lavrar sons e silêncio
sobre ferro, madeira e ar, não digo nada;
talvez falou dos lugares do verbo
em que vivemos, e com isso aludiu
a nós, fábricas de linguagem.
De ruas musicais não se ocupou tampouco,
ainda que por esses rios caminháveis
o homem vá à velhice, ao amor, à noite,
à mesa, à cama,
como uma sonata de carne e osso.
- Revista vivercidades.org.br -
Soneto. Um soneto de
Michelangelo.
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni
1475-1564). Escultor, pintor, arquiteto
e poeta italiano. Autor da Pietá e do
colossal David; completou a arquitetura da
Basílica de São Pedro, em Roma e pintou
o teto da Capela Sistina; considerado
o artista pioneiro do Renascimento.
Este soneto, sem título,
faz parte de um grupo de três poemas,
relacionados pelo tema, e
Vittoria Colonna. Foi datado, por Gilardi,
como tendo sido composto em c.1538-1541 a 1544.
*
Non ha l'ottimo artista alcun concetto
ch'un marmo solo in sé non circoscriva
col suo soperchio, e solo a quello arriva
la mano che ubbidisce all'intelletto.
Il mal ch'io fuggo il ben ch'io mi prometto
in te, donna leggiadra, altera e diva
tal si nasconde, e perch'io più non viva
contraria ho l'arte al disiato effetto.
Tradução: Luciano Migliaccio (FAU/USP);
autor de "Poemas de mármore: Michelangelo
escultor e poeta nas Lezioni de Benedetto Varchi".
In: Revista Brasileira de História, vol. 18, nº 35,
São Paulo, 1998. Disponível online em http://www.scielo.br.
Não tem o ótimo artista algum conceito
que um só mármore em si não circunscreva
com o que sobra, e a ele só chega
a mão que obedece ao intelecto.
O mal que fugio [sic], o bem que eu me figuro
em você, mulher bela, soberba e divina
assim se esconde, e como para que eu não viva
a arte contraria o desejado efeito.
- Da revista: vivercidades.org.br -
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni
1475-1564). Escultor, pintor, arquiteto
e poeta italiano. Autor da Pietá e do
colossal David; completou a arquitetura da
Basílica de São Pedro, em Roma e pintou
o teto da Capela Sistina; considerado
o artista pioneiro do Renascimento.
Este soneto, sem título,
faz parte de um grupo de três poemas,
relacionados pelo tema, e
Vittoria Colonna. Foi datado, por Gilardi,
como tendo sido composto em c.1538-1541 a 1544.
*
Non ha l'ottimo artista alcun concetto
ch'un marmo solo in sé non circoscriva
col suo soperchio, e solo a quello arriva
la mano che ubbidisce all'intelletto.
Il mal ch'io fuggo il ben ch'io mi prometto
in te, donna leggiadra, altera e diva
tal si nasconde, e perch'io più non viva
contraria ho l'arte al disiato effetto.
Tradução: Luciano Migliaccio (FAU/USP);
autor de "Poemas de mármore: Michelangelo
escultor e poeta nas Lezioni de Benedetto Varchi".
In: Revista Brasileira de História, vol. 18, nº 35,
São Paulo, 1998. Disponível online em http://www.scielo.br.
Não tem o ótimo artista algum conceito
que um só mármore em si não circunscreva
com o que sobra, e a ele só chega
a mão que obedece ao intelecto.
O mal que fugio [sic], o bem que eu me figuro
em você, mulher bela, soberba e divina
assim se esconde, e como para que eu não viva
a arte contraria o desejado efeito.
- Da revista: vivercidades.org.br -
Grande!!!

Camões.
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim como a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.
Poema de Natal

Vinicius de Moraes.
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos
para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
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