sábado, 15 de dezembro de 2007

Poesia.


AO ALEIJADINHO
Murilo Mendes
16/01/2004

Pálida a lua sob o pálio avança

Das estrelas de uma perdida infância.

Fatigados caminhos refazemos

Da outrora máquina da mineração.



É nossa própria forma, o frio molde

Que maduros tentamos atingir,

Volvendo à laje, à pedra de olhos facetados,

Sem crispação, matéria já domada,



O exemplo recebendo que ofereces

Pelo martírio teu enfim transposto,

Severo, machucado e rude Aleijadinho



Que te encerras na tenda com tua Bíblia,

Suplicando ao Senhor – infinito e esculpido –

Que sobre ti descanse os seus divinos pés.
- vivercidades -

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