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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Poema de Carlos D.

Consideração do poema.
- Carlos Drumond de Andrade - Poeta Mineiro.
Uai..so!!!

Não rimarei a palavra sono
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Uma pedra no meio do caminho
ou apenas um rastro, não importa.
Estes poetas são meus. De todo o orgulho,
de toda a precisão se incorporam
ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinicius
sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.
Que Neruda me dê sua gravata
chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakovski.
São todos meus irmãos, não são jornais
nem deslizar de lancha entre camélias:
é toda a minha vida que joguei.
Estes poemas são meus. É minha terra
e é ainda mais do que ela. É qualquer homem
ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna
em qualquer estalagem, se ainda as há.
– Há mortos? há mercados? há doenças?
É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,
por que falsa mesquinhez me rasgaria?
Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.
O beijo ainda é um sinal, perdido embora,
da ausência de comércio,
boiando em tempos sujos.
Poeta do finito e da matéria,
cantor sem piedade, sim, sem frágeis lágrimas,
boca tão seca, mas ardor tão casto.
Dar tudo pela presença dos longínquos,
sentir que há ecos, poucos, mas cristal,
não rocha apenas, peixes circulando
sob o navio que leva esta mensagem,
e aves de bico longo conferindo
sua derrota, e dois ou três faróis,
últimos! esperança do mar negro.
Essa viagem é mortal, e começa-la.
Saber que há tudo. E mover-se em meio
a milhões e milhões de formas raras,
secretas, duras. Eis aí meu canto.
Ele é tão baixo que sequer o escuta
ouvido rente ao chão. Mas é tão alto
que as pedras o absorvem. Está na mesa
aberta em livros, cartas e remédios.
Na parede infiltrou-se. O bonde, a rua,
o uniforme de colégio se transformam,
são ondas de carinho te envolvendo.
Como fugir ao mínimo objeto
ou recusar-se ao grande? Os temas passam,
eu sei que passarão, mas tu resistes,
e cresces como fogo, como casa,
como orvalho entre dedos,
na grama, que repousam.
Já agora te sigo a toda parte,
e te desejo e te perco, estou completo,
me destino, me faço tão sublime,
tão natural e cheio de segredos,
tão firme, tão fiel... Tal uma lâmina,
o povo, meu poema, te atravessa.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Um poema.

A tradução:
Bendito é a árvore que é apenas sensível,
e mais uma vez que já não sente,
porque não existe dor maior do que a dor de estar vivo,
lamento que não mais consciente vida.

Poema “Lo fatal”, de Ruben Dario,
famoso escritor nicaragüense morto
no começo do século passado:

"Dichoso el árbol que es apenas sensitivo,
y más la piedra dura porque ésa ya no siente,
pues no hay dolor más grande que el dolor de ser vivo,
ni mayor pesadumbre que la vida consciente."

sábado, 15 de dezembro de 2007

Obra prima com certeza.



"Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida" -
a Catedral de Brasília - (1958-70) é um dos traços
arquitetônicos mais famosos da capital brasileira,
projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Sua arquitetura reúne técnicas
e materiais modernistas misturados
com as linhas curvas e a liberdade da forma,
próprias do período barroco brasileiro.

O templo tem 40 metros de altura e capacidade
para quatro mil pessoas. Sua planta circular
situa-se abaixo do nível do terreno e o acesso
é feito por uma passagem subterrânea,
com piso e paredes laterais pintados de preto.
A entrada fica então sob penumbra e contrasta
com o interior do templo, que recebe luz natural
filtrada por vitrais de Marianne Peretti.

Dezesseis colunas surgem do plano da praça situada
ao seu redor e se unem para sustentar a cobertura,
formando hipérboles simetricamente opostas.
- Blogdonoblat -