“Dicas para o pensamento criativo".
Descobrir e espantar-se: Procure todos os dias encontrar algo que lhe cause admiração. Pessoas especialmente criativas conservam por toda vida espírito investigativo e curiosidade infantil. Diante disso, é importante questionar até os conhecimentos que parecem seguros. Anotando o que lhe pareceu inusitado e estranho, você poderá fortalecer sua percepção.
Motivação: Nem todo tema ou atividade entusiasmam as pessoas na mesma medida. No pensamento criativo a motivação precisa estar em ordem, já que é preciso fazer alguns esforços. A inspiração aparece sobretudo quando uma área prende muito a atenção. Fundamente o que realmente quer fazer. Assim que sentir uma centelha de interesse, siga a pista. E se algo não o motiva, melhor manter a distância.
Coragem e liberdade de pensamento: Rotina e formas de pensar estanques integram o time de arquiinimigos da criatividade. Frases como “Mas sempre fizemos assim…” acabam de vez com a motivação. Os princípios também podem tornar-se barreiras ao pensamento. A criatividade exige a coragem de suplantar proibições ao pensamento e de olhar mais de perto idéias que em princípio parecem despropositadas - isso tudo sob o signo do inconformismo.
Tranqüilidade e descontração: Embora pessoas criativas sejam freqüentemente ativas, raramente são agitadas. Reserve um pouco de tempo para sonhar acordado e refletir, aí podem vir as melhores idéias. Procure oportunidades para relaxar e aproveite-as de maneira consciente. Pressão é algo que bloqueia a atividade criativa. Quem está à procura de uma idéia e para encontrá-la martiriza o próprio cérebro logo acaba levando o próprio pensamento a um beco sem saída.” (Ulrich Kraft, “Em busca do gênio”, do arquivo de Renato Modernell).
- Do blogdesculpeapoeira. -
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Pensando...
NORMOSE
Entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, sobre uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.
Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar? Frequentar terapeuta para bater papo?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erroneamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Principalmente mais felizes...
- Depois coloco a fonte e autor, se encontrar, pois recebi por email -
Entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, sobre uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.
Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar? Frequentar terapeuta para bater papo?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erroneamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Principalmente mais felizes...
- Depois coloco a fonte e autor, se encontrar, pois recebi por email -
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