A indústria da imigração movimenta,
só nos EUA, US$ 12 bi/ ano e os efeitos
econômicos do processo beneficiam emissores
e receptores. Em 2000, o México, por exemplo,
recebeu US$ 56,6 bi em remessas de naturais
emigrados. E mais: 21,8% do PIB da Jordânia,
13,6% do Iêmen, 13,3% de El Salvador
e 10,7% da Jamaica são constituídos por
remessas de fundos, enviadas do exterior
para famílias de emigrantes. Na Tunísia,
Egito e Marrocos essa fonte é maior que
toda a ajuda e financiamento externo somados.
À parte a migração voluntária, há também
os refugiados e asilados: menos de 1/5 do
total de imigrantes, na maioria dos países
receptores, exceto Dinamarca, Noruega e
Suécia, onde alcançam 2/5 do total.
Afeganistão, Burundi, Iraque, Sudão,
Angola, Bósnia-Herzegovina e Somália,
nesta ordem, são os maiores produtores
mundiais de desvalidos.
Com esses números, acredita-se que o
século XXI, provavelmente, pulverizará
muitas fronteiras, produzindo uma
globalização multifacetada 'na lei e na marra'.