sábado, 15 de dezembro de 2007

Soneto. Um soneto de

Michelangelo.

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni
1475-1564). Escultor, pintor, arquiteto
e poeta italiano. Autor da Pietá e do
colossal David; completou a arquitetura da
Basílica de São Pedro, em Roma e pintou
o teto da Capela Sistina; considerado
o artista pioneiro do Renascimento.

Este soneto, sem título,
faz parte de um grupo de três poemas,
relacionados pelo tema, e
Vittoria Colonna. Foi datado, por Gilardi,
como tendo sido composto em c.1538-1541 a 1544.



*



Non ha l'ottimo artista alcun concetto

ch'un marmo solo in sé non circoscriva

col suo soperchio, e solo a quello arriva

la mano che ubbidisce all'intelletto.

Il mal ch'io fuggo il ben ch'io mi prometto

in te, donna leggiadra, altera e diva

tal si nasconde, e perch'io più non viva

contraria ho l'arte al disiato effetto.

Tradução: Luciano Migliaccio (FAU/USP);
autor de "Poemas de mármore: Michelangelo
escultor e poeta nas Lezioni de Benedetto Varchi".
In: Revista Brasileira de História, vol. 18, nº 35,
São Paulo, 1998. Disponível online em http://www.scielo.br.

Não tem o ótimo artista algum conceito

que um só mármore em si não circunscreva

com o que sobra, e a ele só chega

a mão que obedece ao intelecto.



O mal que fugio [sic], o bem que eu me figuro

em você, mulher bela, soberba e divina

assim se esconde, e como para que eu não viva

a arte contraria o desejado efeito.

- Da revista: vivercidades.org.br -

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