domingo, 4 de janeiro de 2009

Poesia, barco e barcos.

31 de Dezembro de 2005

O último dia do ano deveria
ser um dia como outro qualquer.

Sem temores, sem sobressaltos.

Mas entristeci de pensar.

A canallha assovia, a sirene passa

e eu me deito sobre os meus 48 anos.

Da varanda vejo o Tejo.

A noite abriu-se como por encanto.

Há bulício nas casas e nas ruas.

Holofotes e estrelas anunciam

e eu desentristeço de expectativa.

Os barcos são candeias na fragrância das águas.

A meia noite acende os formidáveis fogos.

As auras fosfóreas produzem súbita aurora.

É já manhã na face lisa do Tejo.
Márcio Catunda Ferreira Gomes nasceu em 22/05/1957, em For¬taleza, Ceará. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Ceará, em 1979 e em Diplomacia, pelo Instituto Rio Branco, de Brasília, em 1985, ingressando na carreira diplomática. Cursou a Faculdade de Letras (CEUB), de Brasília, de 1986 a 1989. De 1991 a 1994, residiu e trabalhou em Lima, Peru, como secretário da carreira diplomática, na Embaixada do Brasil.

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