quarta-feira, 2 de julho de 2008

E a questão do desenvolvimento...

A política, de volta nas questões
do desenvolvimento.
"O Banco Mundial divulgou recentemente
um estudo elaborado pela Comissão
para o Crescimento e Desenvolvimento,
coordenado pelo prêmio Nobel Michael
Spence e inspirado em outro Nobel,
Robert Solow, que se constitui em mais
uma pá de cal no Consenso de Washington,
expressão pelo qual ficou conhecido o
frustrado receituário neoliberal imposto
pelos organismos multilaterais,
como o FMI e o Banco Mundial,
aos países em desenvolvimento nas
décadas de 1980 e 90. No Brasil,
como se sabe, a administração de
tal receituário coube aos governos Collor e FHC.
O estudo concentra-se na análise da
economia de 13 países que no período
1950-1980 cresceram à taxa de 7% ano —
dentre eles o Brasil — e conduz a duas
conclusões fundamentais: (1) não existem
receitas prontas e universais para o
crescimento e o desenvolvimento,
como pretendem os fundamentalistas do
mercado, e (2) o Estado desempenha
um papel crucial nesse processo.
No Brasil, o impacto da publicação,
divulgada por jornais de economia,
restringiu-se aos meios acadêmicos
e governamentais. Quanto aos falcões
do colunismo militante,
caudatários da ideologia moribunda,
nenhuma menção. Não era de esperar
atitude diferente, embora se deva
reconhecer que a matéria é de grande
interesse jornalístico, pois se está
diante do caso clássico, a justificar
o interesse da imprensa, em que é o
dono que morde o cachorro e não o
cachorro que morde o dono."
- Rui Falcão. -
- do blogdonoblat -

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