terça-feira, 15 de julho de 2008

Antes postei como notícia, agora é para pensar...

Como governar:
Governar para os Ricos é mais fácil:

“Se eu quiser governar o Brasil para 35 milhões,
eu não terei problemas, porque o Brasil tem espaço
para 35 ou 40 milhões de brasileiros viverem em
padrão de classe média alta européia.
Se eu quiser governar só para esses,
eu não preciso, realmente, fazer investimento
do Estado. Agora, se eu quiser e o Brasil
desejar incluir os milhões que estão deserdados,
aí, realmente, nós vamos ter que gastar.
Eu vou dar um exemplo. Seria importante vocês
deixarem dois ou três jornalistas aqui,
para andar um pouco no Brasil.
Quando criei o programa chamado Luz para Todos,
eu tinha uma informação do IBGE, de que no Brasil
tinham 10 milhões de pessoas que não tinham
energia elétrica. Criamos o programa Luz para Todos.
Esse programa já utilizou 460 mil quilômetros de cabos
– imaginem quantas vezes a gente poderia ter
enrolado a Terra – já colocamos mais de
3 milhões e 600 mil postes, já colocamos mais
de 500 mil transformadores e já gastamos
mais de 8 bilhões de reais. Oitenta por cento
financiado pelo governo federal e 20% pelos estados.
Alguns estados não podem pagar e nós pagamos também.
Alguém, analisando apenas com uma visão
estritamente econômica, poderia dizer:
‘mas isso não é possível, tem que cobrar’.
Se cobrar não tem energia, porque as pessoas
não têm como pagar. Agora que nós já fizemos,
e quase 8 milhões de pessoas já receberam,
nós descobrimos que os dados do IBGE estavam
errados. Apareceram mais 1 milhão e 564 mil
pessoas sem luz, e vamos ter que levar,
até 2010, para todo mundo. Custa para o Estado?
Custa. Alguém que estivesse discutindo do ponto
de vista econômico poderia dizer: ‘custa para o estado,
é verdade presidente Lula, custa para o Estado’.
E eu poderia perguntar: quanto custa para o Estado
deixar essa pessoa vivendo no século XVIII quando
nos poderíamos trazê-la para o século XIX
com um cabo, um poste e um bico de luz?
É preciso ter a sensação do que significa
chegar a uma casa, encontrar uma família no escuro
– uma lata de coca-cola com pavio, a lata cheia
de querosene – e as crianças lendo em torno da lata,
a fumaceira cobrindo a casa. Aí, você monta o Programa,
chama a mulher e aperta uma tomada.
Quando a luz acende dentro da casa dela,
é como se você tivesse a tivesse transportado
do século XVIII para o século XXI,
e não há dinheiro que pague.
Como custam R$ 4,5 bilhões, que estamos
investindo para tentar trazer de volta
para a cidadania 4 milhões e 100 mil jovens,
de 15 a 24 anos. Ou nós colocamos esse dinheiro,
dando uma ajuda para eles e formando-os
profissionalmente, ou o narcotráfico
e o crime organizado vão oferecer a eles
o que o Estado não oferece.
Essa guerra eu não quero perder.
Eu quero ganhar.
Por isso, quando a gente discutir os gastos
do Estado, nós temos que olhar comparando a quê?
Alguns países estão prontos há pelo menos 60,
70, 80 anos. Nós precisamos ficar prontos
e só ficaremos prontos quando a totalidade
dos brasileiros estiver participando desse
processo de desenvolvimento do País.
Caso contrário, não valeu à pena a gente
governar o País se o resultado,
no final do mandato, for a gente continuar
com a mesma quantidade de gente na classe média,
com a mesma quantidade de ricos
e com a mesma quantidade de pobres.
Eu quero aumentar o número de ricos,
quero aumentar o número de gente na classe média
e quero acabar com a pobreza neste País.
Por isso, para nós é uma questão de honra
não abrirmos mão de fazer as políticas sociais
que estamos fazendo agora.
E vou fazer mais.”

- Do blog do PHA do ig -

Um comentário:

ROSA E OLIVIER disse...

"Reis Magos. é tempo!
ofrecei bosques, várzeas e campos
á menina selvagem.
ela veio atrás das libélulas.!"...!?...

Saluto!