
Feliz Natal
a quem não planta corvos
nas janelas da alma,
nem embebe o coração de cicuta
e ousa sair pelas ruas
a transpirar bom-humor.
Feliz Natal
a quem cultiva ninhos
de pássaros no beiral da utopia
e coleciona no espírito
as aquarelas do arco-íris.
E a todos que trafegam
pelas vias interiores
e não temem as curvas
abissais da oração.
Feliz Natal
aos que reverenciam o
matéria-prima do amor
e arrancam das cordas
melódicas esperanças.
Também aos que se recostam
em leitos de hortências
e bordam, com os delicados
fios dos sentimentos,
alfombras de ternura.
(autor desconhecido)



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